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Inteligência Emocional: O DNA da Liderança Eficaz

As habilidades técnicas que ajudaram a garantir sua primeira promoção podem (e muito provavelmente não vão) não garantir a próxima. Caso você deseje ocupar um cargo de liderança, há um elemento emocional que deve ser considerado. É isso que o ajuda a treinar equipes com sucesso, gerenciar o estresse, fornecer feedback e colaborar com outras pessoas.

Isso se chama inteligência emocional e é uma das habilidades interpessoais mais procuradas no local de trabalho. De fato, segundo pesquisa da “Careerbuilder” 71% dos empregadores valorizam mais a inteligência emocional do que as habilidades técnicas ao avaliarem os candidatos.


O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

A inteligência emocional é definida como a capacidade de entender e gerenciar suas emoções, além de reconhecer e influenciar as emoções das pessoas ao seu redor. O termo foi cunhado pela primeira vez em 1990 pelos pesquisadores John Mayer e Peter Salovey, mas depois foi popularizado pelo brasileiro Luiz Machado e ganhou fama mundial com o psicólogo Daniel Goleman.

Há mais de uma década, Goleman destacou a importância da inteligência emocional na liderança, dizendo que "Os líderes mais eficazes são todos iguais em um aspecto crucial: Todos eles têm um alto grau do que veio a ser conhecido como inteligência emocional. Não é que o QI e as habilidades técnicas sejam irrelevantes. Elas são importantes, mas... são os requisitos de nível básico para cargos executivos".

Ao longo dos anos, a inteligência emocional - também conhecida como QE - evoluiu e se tornou uma habilidade imprescindível. Uma pesquisa realizada pela TalentSmart, mostra que a inteligência emocional é o mais forte indicador de desempenho. Os funcionários com alta inteligência emocional têm maior probabilidade de manter a calma sob pressão, resolver conflitos de forma eficaz e responder aos colegas de trabalho com empatia.


COMO IDENTIFICAR UMA FALTA DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A falta de habilidades emocionais essenciais pode levar a conflitos no local de trabalho, como mal-entendidos devido à incapacidade de reconhecer ou entender as emoções.

Um dos indicadores mais comuns de baixa inteligência emocional é a dificuldade de gerenciar e expressar emoções. Talvez você tenha dificuldade em reconhecer as preocupações dos colegas de forma adequada ou tenha dificuldade em ouvir ativamente. Considere os relacionamentos que você tem com seus colegas de trabalho. Suas conversas são tensas? Você culpa repetidamente os outros quando os projetos não saem como planejado? Você é propenso a explosões? Todos esses são sinais de falta de inteligência emocional.

É importante cultivar as habilidades sociais compreendendo e praticando a empatia e os principais componentes da inteligência emocional.


OS QUATRO COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A inteligência emocional é normalmente dividida em quatro competências essenciais:

  1. Auto conhecimento
  2. Auto gerenciamento
  3. Consciência social
  4. Gestão de relacionamentos

Para desenvolver sua inteligência emocional, é importante entender o que cada elemento implica. Veja a seguir um mergulho mais profundo nas quatro categorias.


1. Auto consciência (“Nosce Te Ipsvm” & “Cogito, ergo sum”)

A auto consciência / auto conhecimento é o começo de tudo. Ela descreve sua capacidade não apenas de entender seus pontos fortes e fracos, mas também de reconhecer suas emoções e o efeito delas sobre o seu desempenho e o da sua equipe.

De acordo com pesquisa, 95% das pessoas acham que são auto conscientes, mas apenas 10% a 15% realmente são, e isso pode causar problemas para seus funcionários. Trabalhar com colegas que não são auto conscientes pode reduzir o sucesso de uma equipe pela metade e, de acordo com a pesquisa, levar ao aumento do estresse e à diminuição da motivação.

Para fazer com que os outros mostrem o melhor de si, primeiro você precisa mostrar o melhor de si mesmo, e é aí que entra em cena o autoconhecimento. Uma maneira fácil de avaliar sua autoconsciência é fazer um feedback de 360 graus, no qual você avalia seu desempenho e, em seguida, compara-o com as opiniões de seu chefe, colegas e subordinados diretos. Por meio desse processo, você obterá insights sobre seu próprio comportamento e descobrirá como é percebido na organização.


2. Auto gerenciamento

O auto gerenciamento refere-se à capacidade de gerenciar suas emoções, principalmente em situações estressantes, e manter uma perspectiva positiva apesar dos contratempos. Os líderes que não têm auto gerenciamento tendem a reagir e têm mais dificuldade em manter seus impulsos sob controle.

Uma reação tende a ser automática. Entretanto, quanto mais sintonizado você estiver com sua inteligência emocional, mais fácil será fazer a transição da reação para a resposta. É importante fazer uma pausa, respirar, se recompor e fazer o que for necessário para gerenciar suas emoções - seja dar uma caminhada ou ligar para um amigo - para que possa responder de forma mais adequada e intencional ao estresse e à adversidade.


3. Consciência social

Embora seja importante entender e gerenciar suas próprias emoções, você também precisa saber como ler uma sala/equipe. A consciência social descreve sua capacidade de reconhecer as emoções dos outros (enquanto interagem) e a dinâmica em jogo em sua organização.

Os líderes que se destacam em consciência social praticam a empatia. Eles se esforçam para entender os sentimentos e as perspectivas de seus colegas, o que lhes permite se comunicar e colaborar de forma mais eficaz com seus pares.

Multinacionais de ponta classificam a empatia como a habilidade de liderança número um, relatando que os líderes que dominam a empatia têm um desempenho mais de 40% superior em treinamento, envolvimento de outras pessoas e tomada de decisões. Em um estudo, os pesquisadores descobriram que os gerentes que demonstram mais empatia com seus subordinados diretos são vistos como pessoas de melhor desempenho por seus chefes.

Ao se comunicar com empatia, você pode apoiar melhor a sua equipe e, ao mesmo tempo, melhorar o seu desempenho individual.


4. Gestão de relacionamento

A gestão de relacionamentos refere-se à sua capacidade de influenciar, treinar e orientar outras pessoas e resolver conflitos de forma eficaz.

Algumas pessoas preferem evitar conflitos, mas é importante tratar adequadamente os problemas quando eles surgem. Pesquisas demonstram que cada conflito não resolvido pode desperdiçar cerca de oito horas do tempo da empresa com fofocas e outras atividades improdutivas, prejudicando os recursos e o moral.

Se quiser manter sua equipe feliz, é preciso ter essas conversas difíceis: Em uma pesquisa recente, 72% dos funcionários classificaram o "tratamento respeitoso de todos os funcionários em todos os níveis" como o principal fator de satisfação no trabalho.


COMO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL PODE TORNAR OS LÍDERES MAIS EFICAZES

Os líderes definem o tom de sua organização. Se eles não tiverem inteligência emocional, isso poderá ter consequências mais abrangentes, resultando em menor envolvimento dos funcionários e maior taxa de rotatividade.

Embora você possa se destacar tecnicamente em seu trabalho, se não conseguir se comunicar efetivamente com sua equipe ou colaborar com outras pessoas, essas habilidades técnicas serão negligenciadas. Ao dominar a inteligência emocional, você pode continuar a avançar em sua carreira e na organização.