Corta Jaca - Chiquinha Gonzaga
História
"Corta-Jaca", composta por Chiquinha Gonzaga em 1895, é uma peça vibrante e inovadora de maxixe que mistura influências africanas e europeias, sendo considerada um precursor do samba. A música ganhou fama em 1914, quando a Primeira-Dama Nair de Tefé a tocou no palácio presidencial, gerando polêmica e levando os ritmos populares a espaços elitizados. "Corta-Jaca" simboliza tanto a inovação da música brasileira quanto a luta de Chiquinha Gonzaga pelo reconhecimento da música popular e pela inclusão das mulheres no mundo musical.
Sobre o Arranjo
Compondo este arranjo, assim como outros que criei para o quarteto, meu objetivo foi destacar o formato do Quarteto de Choro. Em cada seção, um instrumento assume o papel de outro no conjunto tradicional de Choro; para a linha de baixo, essa função é desempenhada pelo violoncelo. Os violinos e a viola alternam frases rítmicas, ecoando os grooves de violão e pandeiro. Isso mantém o swing sempre presente e vibrante ao longo da peça.
Logo após a improvisação escrita para a viola, segue-se um interlúdio, onde faço a transição para o tom maior, transformando-se em uma referência à homenagem de Radamés Gnattali a Chiquinha Gonzaga no quarto movimento de sua peça Suite Retratos.
Finalmente, uma passagem mais lenta e sentimental se desenrola, acelerando gradualmente até retornar à frase final, que deve ser tocada preferencialmente a um tempo mais rápido do que o inicial.
Este é um arranjo do qual me orgulho muito.
Foi o primeiro que escrevi para quarteto e, com o tempo, foi refinado pela experiência de suas apresentações. Foi tocado por vários conjuntos no Brasil e na Europa.
Considerações Finais
Este é um arranjo do qual me orgulho muito. Foi o primeiro que escrevi para quarteto e, com o tempo, foi refinado pela experiência de suas apresentações. Foi tocado por muitos conjuntos no Brasil e na Europa. Sinta-se à vontade para experimentar, como com um pandeiro. A música brasileira é para ser celebrada. <3