Stélio M. Chambule
A mulher virtuosa não é definida pelo volume da sua voz no culto, mas pela profundidade da sua comunhão com Deus. A sua espiritualidade não depende de emoções intensas nem de demonstrações públicas de fervor. Ela é conhecida pelo seu caráter, pela sua santidade, pela sua humildade e pelo seu compromisso inegociável com a Palavra de Deus.
Em contraste, a mulher espiritualmente superficial confunde entusiasmo com maturidade. Fala constantemente de Deus, mas pouco conhece as Escrituras. Demonstra emoção, mas carece de convicção. Impressiona pela aparência de espiritualidade, mas revela pouca transformação quando confrontada pelas dificuldades da vida.
A mulher virtuosa cria raízes na Palavra. Ela busca conhecer a Deus antes de buscar experiências. Controla a sua língua, cultiva um espírito manso, honra a Cristo no secreto e permanece firme quando ninguém está a observar.
A mulher superficial, porém, vive de momentos. A sua fé depende do ambiente, da música, da multidão ou da emoção do culto. Enquanto tudo corre bem, parece cheia de fervor; mas, quando chegam as provações, a sua falta de fundamento torna-se evidente. É como fogo de capim: produz muito calor por um instante, mas logo se apaga.
A mulher virtuosa compreende que a verdadeira beleza não está na aparência religiosa, mas num coração transformado pelo evangelho. Ela sabe que Deus se agrada mais da obediência do que do espetáculo, mais do caráter do que da performance religiosa.
A Igreja não precisa de mais religiosidade superficial nem de cristianismo teatral. Precisa de mulheres virtuosas, profundamente enraizadas em Cristo, cuja fé permaneça firme quando as emoções passam, cuja vida confirme aquilo que os seus lábios professam e cujo caráter glorifique a Deus muito mais do que qualquer demonstração exterior de fervor. O Reino de Deus é edificado por vidas transformadas, não por aparências espirituais.
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