Um dos relatos mais belos da patrística, e que serve para nos encorajar a continuar perseverantes na oração, envolve Agostinho de Hipona e sua mãe, Mônica de Hipona.
Durante muitos anos, Agostinho viveu distante da fé cristã. Buscava prazer, prestígio intelectual e seguia filosofias que sua mãe considerava perigosas para sua alma. Mônica, porém, não desistiu dele. Ela chorava e orava constantemente pela conversão do filho.
Conta-se que certa vez ela procurou um bispo pedindo conselho sobre Agostinho. Depois de ouvi-la, o bispo respondeu:
“É impossível que se perca o filho de tantas lágrimas.”
Anos depois, Agostinho se converteu dramaticamente, tornando-se um dos maiores teólogos da história da Igreja.
O mais poderoso nessa história não é apenas a conversão de Agostinho, mas a perseverança de Mônica em oração.
A patrística nos lembra que, antes de existirem microfones, plataformas e grandes estruturas religiosas, havia santos que travavam batalhas espirituais silenciosas de joelhos dobrados.
Muitas vezes, a oração que parece invisível aos homens está movendo coisas eternas diante de Deus.
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