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É PECADO UM CRENTE GOSTAR DE MÚSICA SECULAR?

Stélio M. Chambule


Não necessariamente. Ser Cristão não significa que a pessoa precise considerar pecado toda música secular que aprecia. A questão bíblica é mais profunda: o conteúdo, o efeito e o lugar que essa música ocupa no seu coração e na sua vida.


Eu avaliaria por alguns princípios:


1. Conteúdo: Há músicas com letras sobre sexo, drogas, violência, ostentação ou imoralidade que podem ser incompatíveis com a santidade cristã (Ef 5:3–4; Fp 4:8).


2. Consciência: Se percebo que determinada música alimenta em mim pensamentos pecaminosos, desejos desordenados ou atitudes que preciso combater, devo evitá-la (Rm 14:23).


3. Domínio: Aquilo que eu gosto não deve dominar-me. Paulo diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1Co 6:12).


4. Testemunho Cristão: Como Cristão, também preciso considerar o que minha escolha comunica ao mundo. Paulo ensina que devemos procurar não apenas aquilo que é lícito, mas aquilo que edifica (1Co 10:23–24).


5. Lugar da música:

Apreciar artisticamente um músico não significa aprovar tudo o que ele diz, faz ou representa. Posso reconhecer talento artístico e, ao mesmo tempo, rejeitar aquilo que contradiz minha fé.


Portanto, gostar de música secular não é, por si só, uma confissão de pecado. Mas é prudente avaliar música por música. Nem tudo que é secular é necessariamente pecaminoso, assim como nem tudo que é religioso é necessariamente santo. E há uma pergunta ainda mais importante para um Crente:


“Esta música me ajuda a pensar de maneira santa ou está a formar em mim desejos e valores que preciso combater?”


A maturidade cristã não consiste simplesmente em criar uma lista de coisas “permitidas” e “proibidas”. Consiste também em aprender a discernir, exercer domínio próprio e buscar aquilo que honra a Cristo. Como Cristãos não devemos perguntar apenas: “Posso ouvir?” Devemos perguntar também: “Isso me edifica? Isso me domina? Isso honra a Cristo? E isso é coerente com o testemunho que fui chamado a dar?”