POPULISMO EVANGÉLICO
Tem se tornado cada vez mais evidente um fenômeno preocupante dentro do meio cristão: o populismo evangélico.
Pastores e líderes, que deveriam estar comprometidos com a exposição fiel das Escrituras, têm se envolvido em debates vazios, polêmicas sem nexo e discussões que pouco ou nada edificam o Corpo de Cristo. A impressão que fica é que, em muitos casos, o interesse não é o Reino de Deus, mas a visibilidade, a fama e o engajamento. Transforma-se o púlpito em palco. A verdade em opinião. A missão em espetáculo.
Há uma linha muito tênue entre relevância e popularidade — e muitos têm cruzado essa linha sem perceber (ou talvez percebendo, mas ignorando). O resultado é um evangelho diluído, moldado mais pelo aplauso das massas do que pela fidelidade à Palavra.
O chamado pastoral não é para entreter, nem para vencer debates públicos, mas para apascentar o rebanho, ensinar com zelo e viver de forma irrepreensível. Quando a busca por likes substitui o temor de Deus, algo está profundamente errado.
Que voltemos ao essencial.
Menos palco, mais cruz.
Menos ego, mais Cristo.
Menos barulho, mais verdade.
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