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QUANDO A LEITURA DA BÍBLIA SE TORNA COMUNHÃO

Stélio M. Chambule



Uma forma simples, mas muito rica, de nos edificarmos mutuamente é escolher um mesmo livro da Bíblia, lê-lo individualmente e, depois, marcar um momento para conversar sobre aquilo que cada um encontrou em sua leitura e estudo. Cada irmão chega com suas próprias observações, perguntas, percepções e conclusões. Ao compartilhá-las, aquilo que um percebeu pode ajudar o outro a enxergar aspectos que talvez lhe tivessem passado despercebidos. E, nesse processo, ambos são edificados simultaneamente.


Um pode perceber a estrutura do texto; outro, uma conexão com outra passagem; outro pode destacar uma palavra, uma doutrina, uma aplicação ou uma implicação que não havia sido percebida anteriormente. Quando essas contribuições são colocadas em comum com humildade, todos podem sair daquele encontro mais enriquecidos.


Não significa que todas as observações estejam necessariamente corretas. O propósito não é simplesmente trocar opiniões, mas examinar aquilo que pensamos à luz das Escrituras. A Bíblia continua sendo a autoridade, e a conversa deve nos conduzir cada vez mais profundamente ao texto. Creio que esse é um ponto de vista simples, mas muito nobre e louvável: ler a Bíblia juntos, pensar sobre o que lemos, ouvir o que outro irmão percebeu e, assim, crescermos simultaneamente no conhecimento da Palavra.


Talvez precisemos recuperar mais esse tipo de comunhão cristã: dois ou mais irmãos, o mesmo texto diante deles, tempo para estudar e disposição humilde para aprender uns com os outros. No fim, não é simplesmente um irmão ensinando o outro. É a Palavra de Deus no centro da conversa, enquanto todos são edificados pela leitura, pelo estudo e pela contribuição mútua.