A Jornada de uma mãe
Antes da luta, existe o silêncio.
Antes da justiça, existe a dor.
Esta não é apenas a história de uma mãe, é a história de muitas mães angolanas, mães
africanas, muitas mães do mundo inteiro.
É a história que começa em um silêncio imposto, pesado, quotidiano, onde a maternidade
nasce acompanhada de amor, mas também de medo, ausência e muita sobrecarga.
Aqui, a maternidade não é romantizada, ela é apresentada como é vivida, intensa, exaustiva,
profundamente amorosa e, por vezes, injusta. Uma maternidade atravessada pela ausência
paterna, pela pobreza silenciosa que não se anuncia, pela responsabilidade que não se divide,
mas se acumula sobre os ombros de quem fica.
Ao longo destas páginas, o leitor acompanhará a jornada de uma mãe que descobre,
progressivamente, que amar um filho também significa protegê-lo, mesmo quando isso exige
enfrentar julgamentos, romper laços familiares e desafiar ideias enraizadas que confundem
dever com bondade, obrigação legal com favor pessoal.
Este livro atravessa o conflito sem filtros, mostra o confronto, a negação, a chantagem
emocional, a culpa imposta à mãe que ousa exigir direitos. Revela como muitas mulheres são
ensinadas a carregar sozinhas o peso da responsabilidade, enquanto se tolera a ausência
justificada por novas famílias, novas prioridades ou novos discursos.
Principalmente, esta obra também é sobre descoberta da lei, enquanto instrumento de
proteção, considerando que a justiça não é vingança, e que exigir não é atacar, é cuidar.
Portanto, não é um livro jurídico, embora dialogue com o direito, é, sobretudo, um livro de consciência.