O que ninguém vos diz sobre organizar um casamento na Madeira
Vão gastar mais dinheiro neste dia do que gastaram em qualquer outra coisa até hoje. E vão gastá-lo uma vez só, num dia que não se repete.
O que quase ninguém vos diz é o que pode correr mal enquanto isso acontece.
O jantar servido às onze da noite, porque a cerimónia atrasou vinte minutos e ninguém avisou a cozinha.
Noventa convidados de pé há uma hora, num sítio de onde não podem sair, à espera de um copo — e os noivos ainda a tirar fotografias.
A decoração que escolheram com meses de antecedência, e que teve de ser refeita porque não servia o espaço. Paga duas vezes.
As cadeiras dos noivos que estavam no contrato e que ninguém pôs, porque ninguém confirmou quem as ia colocar nem a que horas.
Os padrinhos parados à porta da igreja, sem saber quem entra primeiro, à frente de cem pessoas e de uma câmara de vídeo.
O fotógrafo a organizar a festa em vez de a fotografar, porque não havia mais ninguém a fazê-lo.
Nada disto é raro. Nada disto é azar. São decisões que ficaram por tomar, minutos que ninguém contou, e coisas que toda a gente achou que outra pessoa estava a tratar.
O que este guia faz
Trinta e seis páginas escritas a partir de mais de trezentos casamentos nesta ilha. Não é inspiração nem uma lista de ideias bonitas: é o que se decide primeiro, o que deixa de ser possível a partir de cada mês, e o que costuma correr mal — sempre com o que fazer em cada caso.
- A ordem por que se decide. Nove decisões, e porque é que o espaço não é a primeira. Decidir fora de ordem é a forma mais comum de pagar duas vezes pela mesma coisa.
- O calendário dos doze meses. O que se trata em cada altura, e — mais importante — o que deixa de ser possível a partir daí.
- O que é diferente nesta ilha. As regras, o clima, a luz, as datas em que a Madeira inteira está em festa, e o que acontece aos convidados que vêm de fora.
- A hora que ninguém orçamentou. A conta ao minuto entre a cerimónia e a festa, para cerimónia civil e para cerimónia religiosa. É aqui que a maior parte dos dias entra em atraso.
- As doze perguntas a fazer a cada fornecedor, e o que cada resposta revela. Há perguntas que quase ninguém faz e que poupam centenas de euros.
- O que ninguém combina para a cerimónia. Quem entra, por que ordem, onde se põe, quem leva as alianças, por que porta se sai.
- Os erros que custam dinheiro, contados por quem já os viu acontecer.
E quatro folhas em A4, para imprimir e preencher à mão
Um cronograma em branco. As doze perguntas por fornecedor. A lista de agrupamentos de fotografia. E doze perguntas ao espelho, que vos dão um número — para saberem, hoje, em que pé está mesmo o vosso casamento.
Se está a hesitar, é provavelmente por uma destas três razões
«Isto não encontro de graça na internet?»
Parte encontra. Listas de tarefas e conselhos gerais estão em todo o lado. O que não está em lado nenhum é a parte da ilha — as regras daqui, os tempos reais das estradas daqui, os meses que aqui não servem, e o que acontece quando o aeroporto fecha e metade dos convidados vem de avião. Isso não se pesquisa. Sabe-se por ter estado lá trezentas vezes.
«Vinte e cinco euros por um PDF?»
Um catering orçamentado para cem pessoas e executado para cento e vinte não é vinte por cento mais caro: é outro orçamento. Uma decoração escolhida antes de ver o espaço montado compra-se duas vezes. Uma hora extra decidida à uma da manhã paga-se ao preço de quem já não tem alternativa.
Qualquer um destes erros custa centenas de euros, e nenhum deles é raro. Vinte e cinco euros é o preço de não cometer um.
Vinte e cinco euros são 0,20% do orçamento de um casamento. É a linha mais barata da vossa conta — e é a única que existe para proteger todas as outras.
«Já temos quase tudo marcado.»
Então serve para outra coisa: para confirmar o que já está fechado, antes que seja tarde. As doze perguntas por fornecedor e a lista final foram escritas para isso. Quanto mais perto do dia, mais depressa se lê — e mais depressa se percebe o que falta.
O que não está aqui
Nomes de espaços. Listas de fornecedores. Os preços de ninguém. Trabalhamos com estes profissionais há anos, e publicar os preços dos outros é uma coisa que não se faz.
E uma coisa que preferimos dizer nós
Somos um projeto de organização de casamentos, e sim, este guia dá-vos a conhecer o nosso trabalho. Mas foi escrito para funcionar sozinho. Se o lerem, imprimirem os anexos e nunca mais falarem connosco, terá feito aquilo para que foi escrito.
Cada mês que passa é uma escolha a menos, não um preço a mais: fotografia, vídeo, espaço e catering fecham datas com oito a dez meses de antecedência.
É o dia que sempre imaginaram, e é dinheiro que não volta. Vale a pena saber o que pode correr mal antes de assinarem seja o que for.
Entrega imediata em PDF, para ler no telemóvel ou imprimir.
Madeira Weddings & Events — mais de 300 casamentos na ilha.