Enquanto autor, a escrita é a extensão natural do meu interesse pelo desenvolvimento humano e pela educação. Quando escrevo literatura infantojuvenil, como na história "O Dinossauro Dinarte", o meu principal objetivo é despertar a empatia, a inteligência emocional e a curiosidade nos leitores, unindo a minha formação à magia da narrativa. Escrever, para mim, promove uma ponte essencial de comunicação. Sempre achei que as histórias são as ferramentas mais poderosas que temos para compreender o outro. Enquanto autor, e dado o meu percurso profissional, procuro que a minha escrita carregue a responsabilidade de traduzir a complexidade do mundo interior em palavras acessíveis, lúdicas e transformadoras. Quando dou vida a personagens e narrativas, o meu propósito central é tocar a sensibilidade humana e plantar sementes de reflexão. Na literatura voltada para os mais novos, como o percurso pedagógico que tracei em O Dinossauro Dinarte, pretendo que o livro seja mais do que um entretenimento passageiro. Quero que cada página funcione como um espelho onde a criança — e o adulto que a acompanha — possa reconhecer emoções, aprender a lidar com os desafios e desenvolver uma consciência crítica sobre o meio que a rodeia. Por isso, o meu objetivo passa por criar histórias com camadas, capazes de educar sem serem moralistas, e de encantar enquanto desafiam a mente, ou sejam, o que pretendo com a minha escrita é desmistificar os sentimentos, aproximar culturas e garantir que a literatura continue a ser um espaço seguro de descoberta, empatia e crescimento contínuo.
Haverá espaço para parcerias ou colaboração com Instituições Educativas no sentido de motivar a leitura da poesia (e em geral) por parte dos mais jovens?
Sim. Esta componente pedagógica iniciará formalmente no ano de 2027, após o lançamento da obra "Um Céu Só Meu".
Acredito que a realização deste tipo de trabalho junto do meio escolar é fundamental.
A poesia desempenha um papel crucial no desenvolvimento infantojuvenil, funcionando como uma ferramenta poderosa para expandir a literacia, a sensibilidade artística e a inteligência emocional.
Ao aproximar a escrita poética dos estudantes, promove-se o pensamento crítico, estimula-se a empatia e oferece-se aos mais jovens uma nova via de expressão e autodescoberta. É um investimento essencial na formação de leitores que, a meu ver, se torna cada vez mais essencial.
A chegada do Dinarte ao contexto educativo português foi calorosamente acolhida pelos alunos do Colégio S. Francisco de Assis, que me surpreenderam com opiniões sobre o meu trabalho com a Laura B. Dalmau e com a recriação ilustrada e escrita do conto.
Eu diria que a mensagem central da obra "O Dinossauro Dinarte" destaca como a imaginação pode criar ilusões que não correspondem, por vezes, à realidade.
Como o livro é direcionado ao público infantil, procurei desconstruir os medos e os ruídos noturnos, mostrando que o desconhecido não precisa de ser assustador, mas que pode, sim, ser um espaço onde a esperança pode também coexistir.
Considerando um público infantojuvenil, digamos, a narrativa ressignifica os receios, demonstrando que o medo pode ser superado pela esperança e pela aceitação do desconhecido se visto à luz de outra perspectiva.
O meu objetivo foi, por isso, criar uma ferramenta prática de literacia emocional que ao invés de dizer aos mais pequenos que o medo é algo errado ou inexistente, consiga transmitir através da história a validação genuína desse sentimento, ensinando-os a nomear e desconstruir o desafio com esperança através de ferramentas eficientes.
A minha motivação principal foi aproximar as crianças da poesia e, ao mesmo tempo, descobrir uma nova forma de comunicar. Este livro, porém, não nasceu por acaso: surgiu de um desafio lançado por pessoas próximas, que me impeliram a escrever.
Esse convite obrigou-me a uma preparação prévia. Senti que, antes de criar, precisava de compreender mais aprofundadamente o conceito de poesia, o seu funcionamento e a sua estrutura. Por isso, dediquei-me, de forma autodidata, ao estudo deste género literário.
Foi apenas quando interiorizei o valor da mensagem concisa, da musicalidade e do ritmo das palavras que me permiti explorar a minha criatividade.
"O Dinossauro Dinarte" é o resultado desse percurso: uma história onde o estudo e o prazer se aliam para demonstrar aos mais novos que a poesia — aqui em prosa poética — pode ser rítmica, lúdica e um refúgio para descomplicar os medos noturnos.
No próximo ano (2027), será publicado um novo livro da minha autoria - um livro de poesia (um chapbook): “Um céu só meu”
É um projeto pensado para crianças e jovens, mas gostava que este novo projecto tocasse positivamente também os adultos.
Ao contrário do Dinossauro Dinarte, este novo trabalho é escrito (e ilustrado) sobretudo em verso livre. O meu grande objetivo é que quem o leia se reveja e reconheça a relevância dos temas abordados nos diversos poemas - autodescoberta, o amor, a amizade, a ajuda ao próximo, a autoaceitação, a identidade e a imaginação.
Creio que, do ponto de vista pedagógico e educacional, este trabalho é fundamental nos dias em que vivemos. Nesta era digital e acelerada, as crianças precisam, mais do que nunca, de ferramentas que as ajudem a compreender e processar as suas emoções. A poesia em verso livre funciona aqui como um espaço de liberdade, mas também de capacidade para a empatia.
Espero que o livro sirva, além de um complemento educativo, para ajudar os mais novos no desenvolvimento da inteligência emocional, a autoconfiança contribuindo para que se compreenderem-se melhor a si mesmos e aos outros.
Confesso, ademais, que tenho já outro projeto literário em mente que pretendo explorar, mas encontra-se ainda em fase embrionária…
Porque a sua opinião importa,
Como autor, escrever é apenas a primeira metade do caminho.
A outra metade acontece quando a história ganha vida nos olhos e na imaginação do leitor. Por isso, a sua opinião é muito bem-vinda e fundamental.
O seu feedback ajudará, com certeza, no crescimento, na melhoria e na continuidade da escrita
de histórias que valham a pena ser lidas.
Atenciosamente
No plano da contribuição literária procuro contribuir regularmente, como mencionado acima, com poemas da minha autoria para a revista Ecos da Palavra.
Considero este espaço um projeto relevante no ambito do compromisso com a preservação da língua Portuguesa.