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ponte 25 abril cristo rei

Preferia não o fazer - literatura e liberdade

Preferia não o fazer... - Bartleby, o escrivão, por Herman Melville


No contexto actual, em que o significado de liberdade se torna tão polarizador, sinto o dever de escrever algo (embora preferisse não o fazer).

Numa sociedade que se deveria encaminhar para o equilíbrio, há utopias e distopias, sobretudo se não refletirmos na existência de diversas realidades (ou quem sabe, universos paralelos).


À face da actualidade, coloco algumas questões:

Durante quanto tempo faz sentido celebrar uma data histórica?

O 25 de Abril foi importante, ou perdeu relevância para outras datas?

Quem decide o que se deve ou não celebrar? Haverá liberdade/liberalidade para isso?

Fará sentido cancelar uma história, tenha ela sido melhor ou pior para algumas pessoas?


Tomemos o exemplo da ponte 25 de Abril. Mudou de nome, continua a ter símbolos de outras épocas, e quem sabe, pode vir a ter ainda outros. Pode até vir a mudar de cor. Mas faz parte da história e da evolução do povo.

O nome dá-lhe ainda mais força, considerando que a data foi também ela uma ponte para um regime democrático.

Não está isenta de problemas estruturais, mas creio que a opinião geral é que ainda é útil a muita gente


Há também muita subjectividade sobre o que percepcionamos à nossa volta, e com a quantidade e velocidade da informação que recebemos, também há tendência em seguirmos o caminho fácil da aceitação das opiniões de alguns "elitiluminados", em vez de ter o trabalho de refletir. A educação para o pensamento e a consciência pessoal é ela própria um conceito de liberdade.


Mas divago, e preferia não o fazer...

Uma pessoa corre para o ajudar a pensar, mas os pensamentos correm por vezes ainda mais depressa, e isso por vezes cansa :)

Mas também dá esperança e motivação para continuar.

E agora, para algo completamente diferente, termino com uma ligação às terapias manuais.

Como elas próprias são instrumentos de liberdade de tensão e promotoras de movimentos, disponibilizo 5 sessões a preços democráticos (seja qual for a sua cor política ou floral preferida - excepto o cinza ou beige).

Para sessões até 25 de Maio de 2026, o valor é de 20€. O local é no espaço EMMIM, na Av. Miguel Bombarda (ele próprio um arquitecto de uma liberdade em 1910).


Marque antes que esgote (sujeito a disponibilidade). Seja para aliviar tensões, celebrar o 25 de Abril, o 1º de Maio ou o dia da mãe, qualquer data é boa para experimentar terapia de Bowen ou reflexologia podal.

Para tornar a oferta mais democrática e com base, por exemplo, no Artigo 81.º, alínea a) da Constituição Portuguesa, pode escolher fazer uma troca por um bem de valor semelhante, ou se preferir não pagar, indicar a razão :)


Por um país e um mundo melhor. Bem hajam :)


(Mic drop)